Kim Dotcom oferece R$ 27 mil a quem hackear o Mega

Kim Dotcom, criador do Mega, desafia os internautas a encontrarem vulnerabilidades no serviço de armazenamento em nuvem. Quem conseguir, receberá € 10 mil (cerca de R$ 27 mil) por falha encontrada.

No blog do Mega, são explicados todos os detalhes a respeito do desafio. Os primeiros que encontrarem as falhas podem mandar um email para bugs@mega.co.nz.

A medida é parte de um programa de aprimoramento na segurança do site, que estava sendo criticado por especialistas de segurança na internet.

Além disso, na última semana, outro post no blog do Mega, prometia que iria resolver problemas com a criptografia de senhas, evidenciado por publicações como a Ars Techinca e a revista Forbes.

Lançado em 19 de janeiro, o serviço conta com mais de 1 milhão de usuários registrados e 50 milhões de arquivos.

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Mega, o sucessor do Megaupload já está disponível para todos

Acesse Mega.co.nz

É o fim da espera. Neste sábado, Kim Dotcom liberou o tão esperado Mega, disponível no linkhttps://mega.co.nz, para uso do público. O serviço dearmazenamento de arquivos na nuvem é o substituto do popular Megaupload, fechado por motivos judiciais em janeiro do ano passado.

A novidade chega para competir com outros concorrentes já estabelecidos, como Dropbox, Google Drive e o SkyDrive, da Microsoft. Para isso, Dotcom oferece aos usuários da versão gratuita e mais básico do serviço 50 GB de capacidade de armazenamento. Aqueles dispostos a pagar uma taxa mensal poderão aumentar este valor para 500 GB (10 euros), 2 TB (20 euros) ou 4 TB (30 euros).

O lançamento foi cercado da expectativa. Assim que Dotcom finalmente anunciou a abertura do serviço, os servidores não deram conta de segurar os acessos e as pessoas tiveram dificuldades para se registrar.

Segundo o fundador do Mega, em apenas alguns minutos, a banda utilizada pelo serviço aumentou vertiginosamente. “Uau. Eu nunca vi nada assim. De 0 a 10 Gigabits de banda utilizada em apenas 10 minutos”, afirmou Dotcom em seu Twitter, informando ainda que milhares de registros por minuto estavam sendo realizados e que, em menos de uma hora, já havia 100 mil usuários registrados.

Para entender o motivo de tanto sucesso, é necessário voltar a um ano atrás. Naquela época, o Megaupload era um dos serviços de armazenamento de arquivos mais populares da internet, se não o mais popular. Entretanto, muitos usuários o utilizavam para distribuição de conteúdo protegido por direitos autorais, o que acabou resultando em um processo de espionagem pelo governo dos EUA sobre o serviço e seu fundador, Kim Dotcom, que, por fim, acabou com o site e bloqueou os bens do empresário.

O fim do Megaupload coincidiu também com a época dos protestos contra os projetos de lei SOPA e PIPA, criados pelo governo dos EUA, que tratavam justamente sobre a privacidade (ou o fim dela) na internet. Desta forma, Dotcom, que passou a militar sobre o tema, acabou ganhando muitos seguidores simpáticos à causa do Megaupload, que se tornou um símbolo da liberdade na rede.

Desde então, iniciou-se uma batalha judicial, da qual Dotcom saiu vencedor, uma vez que foi constatada a ilegalidade do processo de espionagem sobre o serviço e sobre ele. Assim, ele ficou livre para voltar a investir neste mercado.

Para que isso não se repita com o Mega, os responsáveis pelo serviço pensaram em um novo sistema. Agora, todos os arquivos serão encriptados antes mesmo de chegarem aos servidores da empresa, que não terá a chave para decodificá-los. Apenas o usuário terá esta senha. Assim, eles esperam que novos processos de espionagem não tenham o mesmo sucesso.

Dotcom já afirmou que gostaria de dar um tratamento especial aos usuários do falecido Megaupload em seu novo serviço, mas não recebeu o aval de seus advogados. Em seu Twitter, ele havia afirmado ter planos de dar uma conta Premium para aqueles que tinham uma conta paga no Megaupload. Além disso, ele diz que está tentando permitir que os usuários do antigo serviço tenham acesso aos arquivos que ficaram bloqueados com seu fim.

Megabox, o serviço musical de Kim Dotcom, será lançado até o fim do ano

Kim Dotcom deu mais detalhes sobre o projeto musical “revolucionário” anunciado por ele há alguns meses. Mesmo enquanto responde a um processo por infração de copyright, o criador do MegaUpload afirmou que pretende lançar o serviço Megabox ainda neste ano, segundo o TheNextWeb.

O novo serviço é algo como uma versão do iTunes bastante voltada para artistas independentes: é uma loja virtual na qual os músicos conseguem vender seu trabalho diretamente para o usuário.

Dotcom acredita que o seu modelo, que não precisa de uma gravadora como intermediária, vai atrair até artistas consagrados a deixarem a maneira tradicional de venda de músicas. Pelo Megabox, o artista fica com até 90% dos ganhos das vendas de suas músicas, muito mais do que as gravadoras oferecem.

Outro recurso atrativo aos músicos é um chamado Megakey, no qual artistas recebem por cada download feito de músicas que são disponibilizadas gratuitamente para usuários.

O Megabox foi anunciado pouco antes de Dotcom ser preso. Há quem defenda que a ameaça do Megabox à indústria fonográfica motivou a operação que derrubou o MegaUpload em janeiro deste ano.

Megaupload vai voltar maior, melhor, mais rápido e de graça, afirma fundador

Você tinha arquivos no Megaupload? Gostava do serviço? Então prepare-se: o site vai voltar ao ar em breve, muito maior, melhor e mais rápido.

Quem deu o recado foi o próprio fundador, Kim Dotcom. O empresário publicou a informação em sua conta no Twitter em comemoração ao fim do SOPA, do PIPA e do ACTA. Todos os três eram projetos de lei que tinham o objetivo de acabar com a pirataria na internet e aumentar o controle de dados dos usuários.

“SOPA está morto. PIPA está morto. ACTA está morto. MEGA vai voltar. Maior. Melhor. Mais rápido. Livre de taxas e preparado contra ataques. Evolução!”, diz a mensagem de Dotcom na rede social.

Ainda não se sabe quando o site de compartilhamento de arquivos voltará, mas Kim Dotcom parece animado, assim como seus seguidores que fizeram questão de espalhar a mensagem por toda rede.

Em janeiro deste ano, o Megaupload foi fechado por agentes federais norte-americanos sob a acusação de repetidamente violar direitos autorais e promover a pirataria em massa. Na ocasião, o fundador e três executivos da empresa foram presos na Nova Zelândia a pedido das autoridades norte-americanas. Eles respondem pelo processo em liberdade.