Data Centers: tudo que você precisa saber

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Você pode não saber, mas é muito provável que você dependa de um data center para realizar as suas tarefas do dia-a-dia. Se você usa serviços de e-mail online, conversa com seus amigos por aplicativos de mensagens instantâneas ou realiza pesquisas de voz no seu celular, você tem um data center em algum lugar do mundo para agradecer.

Como dependemos cada vez mais deles, é interessante ter mais noção de como eles funcionam. Empresas como o Google entendem essa curiosidade e já fizeram vídeos mostrando o interior de seus centros de dados.

No entanto, resolvemos conversar com Luiz Cristiano Soares, gerente de engenharia da Aceco TI, para saber mais sobre esses pilares da economia atual. A empresa  tem especialistas em projetar, construir e manter data centers, e Soares pode compartilhar conosco diversos dados e curiosidades sobre esses processos. Confira:

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Os data centers podem ser divididos basicamente em dois tipos. O primeiro deles, e o mais comum, são os data centers próprios. São centros de dados menores dedicados a uma empresa ou negócio que precisa de uma infraestrutura própria de tecnologia para gerenciar seu negócio. Em geral, eles são relativamente pequenos, consomem menos energia e, por esse motivo, podem ser instalados de maneira mais fácil (no meio de um prédio comercial, por exemplo, com adaptações da rede elétrica).

O segundo tipo – que acaba chamando mais atenção – são os data centers de nuvem digital, de empresas grandes como Google, Microsoft e Amazon, que vendem a infraestrutura como um serviço para outras empresas. Por esse motivo, eles costumam ser maiores, consumir mais energia, e exigem um espaço bastante específico para sua instalação.

Nos dois casos, porém, o data center é semelhante. Trata-se de um conjunto de computadores especializados (chamados de servidores) interligados em uma rede. O propósito dessa rede pode variar, mas os centros de dados sempre possuem três partes em comum: os servidores, a infraestrutura (de energia, refrigeração, telecomunicações e segurança) e o setor de apoio (manutenção, laboratórios e escritórios).

Os computadores que funcionam nos data centers são diferentes dos nossos desktops em diversos aspectos. Essa diferença é baseada nas diferentes maneiras como eles são utilizados: enquanto nossos computadores precisam executar uma série de tarefas diferentes, os servidores normalmente são especializados em uma ou poucas tarefas. Além disso, eles precisam funcionar a toda capacidade sem nunca ser desligados, diferentemente dos desktops tradicionais.

Por esse motivo, eles são construídos de acordo com a tarefa que precisam realizar, e otimizados para poder realizá-la ao longo de muito tempo de maneira durável, sem sofrer falhas. Eles são organizados em racks, estantes de computadores que geralmente são a primeira imagem que vem à mente quando falamos de data centers.

Nos racks, os computadores são ligados entre si por meio de cabos de fibra óptica ou de cobre. Cabos desse tipo também são responsáveis por conectar os racks uns aos outros, de forma a garantir uma comunicação ágil entre eles. Um data center mais modesto pode ter entre 10 a 50 racks de servidores, enquanto os maiores podem chegar a ter centenas deles.

Naturalmente, operar tantos computadores em um só espaço exige uma infraestrutura robusta de energia, telecomunicações e refrigeração, já que os servidores consomem muita energia, se aquecem durante seu funcionamento e precisam estar conectados à internet para poder cumprir suas funções.

Fonte: Olhar Digital

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