Como a pirataria pode fazer seu computador ser infectado por vírus

Se você tem alguma dúvida sobre segurança da informação (antivírus, invasões, cibercrime, roubo de dados etc.) vá até o fim da reportagem e utilize o espaço de comentários ou envie um e-mail para g1seguranca@globomail.com. A coluna responde perguntas deixadas por leitores no pacotão, às quintas-feiras.

4545Metade de todos os internautas da América do Sul procuram e baixam conteúdo pirata da internet, segundo uma pesquisa da NetNames publicada em janeiro. De acordo com a pesquisa, 40% dos internautas brasileiros usam os chamados “cyberlockers”, sites de compartilhamento de arquivos como Turbobit, MediaFire e Mega, e 30% acessam redes ponto a ponto (P2P) com a finalidade de obter conteúdo modo não autorizado.

No total, a NetNames estima a transferência de 789 petabytes de pirataria pelos internautas da região por ano. (Um petabyte tem 1.024 terabytes, enquanto cada terabyte tem 1.024 gigabytes. Um filme em alta definição tem de 2 a 10 gigabytes; um CD de música tem 0,1 gigabyte, ou 100 megabytes). O volume real de dados, porém, pode ser muito maior, porque a pesquisa só contabilizou informações de alguns sites e serviços.

 

Além de ilegal, a pirataria pode ser um risco à segurança do seu computador de várias maneiras. A coluna Segurança Digital de hoje explica quando a pirataria é um risco – e também quando ela não é – e como você pode evitar cair em certos golpes que envolvem a oferta de conteúdo distribuído legalmente e ilegalmente na web.

 

Para começar, é preciso separar a pirataria de software (programas) da pirataria de conteúdo, que inclui livros, música e filmes. As duas formas apresentam riscos, porém funcionam de maneira muito diferente.

 

Pirataria de software
Programas piratas oferecem diversos riscos, porque um vírus de computador também é um programa. Isso significa que um programa, ao ser alterado para a distribuição ilegal, pode ser modificado de modo a incluir um vírus.

 

Também é comum que pragas digitais sejam anexadas aos arquivos conhecidos como “cracks”, que destravam as proteções antipirataria dos programas. Esses “cracks” normalmente necessitam de permissões administrativas para serem executados, o que eleva o risco desses programas.

 

Piratear o Windows e programas antivírus também é má ideia, porque atualizações podem fazer os programas pararem de funcionar. Isso faz com que algumas pessoas adotem configurações inseguras, como desativar as atualizações automáticas do Windows.

 

A pirataria em telefones celulares também traz riscos. A instalação de programas piratas exige a busca de programas fora da loja oficial (Google Play, no caso do Android) e essas lojas alternativas costumam ter versões contaminadas dos aplicativos. No caso do iPhone, normalmente é preciso realizar o jailbreak do aparelho, o que é ainda mais arriscado e abre o aparelho para ataques que, em condições normais, não existem no iPhone.

 

É importante esclarecer que alguns dos mesmos riscos ligados à pirataria de software também existem ao se baixar programas de fontes não oficiais e, em alguns casos, até de fontes oficiais. Alguns sites que oferecem programas para download colocam o programa dentro de um “pacote” que instala programas extras junto do aplicativo desejado.

 

Outro problema são anúncios semelhantes ao botão de download. Em certos sites oficiais ou semioficiais, pode haver mais de um botão de “download” e apenas um deles leva ao arquivo desejado, enquanto o outro é um anúncio publicitário que pode ter um programa altamente indesejado. Isso também é muito comum em sites de compartilhamento de arquivos e vale para todo tipo de conteúdo. Mas, no caso de programas, é mais grave: dificilmente essas “trocas” ocorrem com arquivos multimídia, então é mais fácil de notar o erro se você baixou um arquivo “.exe” em vez de um “.wav” ou “.mp3”, por exemplo.

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Tática de link duplo link de download em site de distribuição recomendado para baixar software legítimo K-Lite Codec Pack. O primeiro botão (o maior) leva para um software diferente. Truque é muito usado na oferta de conteúdos e programas ilícitos. (Foto: Reprodução)

 

Filmes, músicas e livros
Arquivos de conteúdo como filmes, músicas e livros (PDF, EPUB, MOBI, etc) não podem conter pragas digitais, de modo geral. Esses arquivos até podem ser maliciosos, mas isso é muito raro, difícil e, se você estiver com um programa atualizado para reproduzir esse conteúdo, o ataque provavelmente não terá sucesso.

 

Isso não significa que a busca por esses arquivos seja livre de riscos. Alguns sites que oferecem esse tipo de arquivo vão solicitar a instalação de programas especiais ou “plug-ins” para que você possa baixar ou visualizar os arquivos baixados. Esses programas muitas vezes podem ter vírus ou realizar outras funções indesejadas.

 

Blogs que distribuem conteúdo sem autorização costumam utilizar redes de anúncios agressivos como “protetores de links” para financiar suas atividades. Esses anúncios costumam não ser bem filtrados e podem levar seu navegador a um “kit de ataque” da web. Veja como funcionam os ataques na web com kits de exploits.

 

Em certos casos, tanto na web como em redes P2P, a “música” (por exemplo) é distribuída como um programa (arquivo “.exe” ou outras extensões), o que torna o arquivo novamente perigoso. Também há chance de o arquivo ser falso. Muitos sites de compartilhamento de arquivos oferecem “baixadores” (downloaders) que incluem componentes extras, como programas indesejados de publicidade, independentemente do tipo de arquivo baixado.

 

Ofertas de extensões para navegadores também são suspeitas.

 

Alternativas
Existem muitos sites na web que oferecem conteúdos de graça. É o caso do Archive.org. Também existe muita música de graça em sites como o Bandcamp, onde artistas independentes decidem se querem cobrar ou distribuir a música de graça. Para o que não está livremente disponível, no entanto, deve-se buscar um serviço que distribua oficialmente o conteúdo.

 

Para programas, há alternativas gratuitas em muitos casos. É o caso de antivírus e suítes de escritório. Substituir o Windows por Linux ou outro sistema operacional é mais difícil, mas usar o Windows pirata, além de ser ilegal, traz sérios riscos para a sua segurança. Se o seu Windows é pirata, regularizar a situação do sistema deve ser uma prioridade.

 

Diversos outros programas têm alternativas gratuitas. Claro que muitas dessas alternativas não oferecem os mesmos recursos que os programas pagos profissionais, mas a pirataria faz com que algumas pessoas procurem softwares como o Photoshop quando outros programas bem mais simples, como o Paint.net, poderiam dar conta do recado. É um risco desnecessário, e, se você realmente precisa de um software para uso profissional, você deve poder pagar por ele.

 

Fonte:G1

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